Novos desafios para turistas: sistema de entrada/saída europeu e as filas de 3 horas

Editor 17 Apr, 2026 ... min lectura

Na última sexta-feira, 10 de abril de 2026, o sistema de entrada/saída (EES) da União Europeia entrou em vigor em todos os 29 países do Space Schengen. Este novo sistema substituiu o modelo anterior de controle de fronteiras, que dependia de passaportes carimbados. O objetivo principal era simplificar e acelerar o processo de imigração para turistas, mas os resultados inesperados já estão sendo notados em aeroportos europeus.

Segundo relatos de fontes do setor, turistas de países não membros da UE enfrentam filas de até três horas na imigração. Isso ocorre porque o sistema EES exige que todos os estrangeiros sejam verificados por meio de um processo automatizado que inclui a leitura de documentos eletrônicos e a confirmação de dados via aplicativo. Essa mudança, embora promessa de eficiência, está gerando um desafio real para quem busca uma experiência tranquila e rápida nos destinos europeus.

Por que as filas estão tão longas?

Um dos principais motivos para a lentidão é a necessidade de adaptação do sistema EES. O sistema foi projetado para operar em um contexto onde a tecnologia estava mais avançada, mas a demanda por imigração e entrada de turistas tem aumentado drasticamente, especialmente após a pandemia. Além disso, o sistema não foi implementado com a mesma escala de dispositivos de leitura de documentos em todos os aeroportos europeus, levando a uma sobrecarga de processos.

  • A falta de equipamentos adequados em alguns aeroportos
  • Uma taxa elevada de erros de validação dos dados por parte do sistema
  • Um número crescente de turistas que não possuem o aplicativo necessário para autenticação

Esses fatores combinados estão provocando uma redução na eficiência do processo, mesmo que o sistema EES tenha o potencial de transformar a maneira como as fronteiras são controladas.

Como o sistema EES se diferencia do antigo?

Antes do EES, os estrangeiros precisavam de passaportes com carimbos de entrada e saída em cada país que visitavam. Isso era considerado uma forma eficiente, mas também carrega uma série de problemas, como a necessidade de atualizações constantes do documento.

O novo sistema, ao contrário, elimina o uso de passaportes carimbados e substitui pelo uso de um único documento digital, que é validado pelo sistema EES. Isso reduz a burocracia e, teoricamente, permite uma maior flexibilidade para quem viaja frequentemente.

Porém, a transição não foi sem contratempos. Muitos turistas que não conhecem o novo sistema ainda precisam esperar por uma longa fila para se adaptar ao novo processo, o que já está causando uma sensação de frustração e até mesmo desinteresse em relação a uma viagem a destinos europeus.

O que é claro é que o sistema EES, embora tenha sido projetado para ser mais eficiente, está enfrentando uma série de desafios que precisam ser superados para garantir que ele realmente atinja seu objetivo principal: facilitar a vida dos turistas e não criar novas barreiras.